terça-feira, 20 de junho de 2006

Mulheres...

Quem não conhece esta canção?

Já tive mulheres de todas as cores
De várias idades de muitos amores
Com umas até certo tempo fiquei
Pra outras apenas um pouco me dei

Já tive mulheres do tipo atrevida
Do tipo acanhada do tipo vivida
Casada carente, solteira feliz
Já tive donzela e até meretriz
Mulheres cabeças e desequilibradas
Mulheres confusas de guerra e de paz

Mas nenhuma delas me fez tão feliz como você me faz
Procurei em todas as mulheres a felicidade
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Foi começando bem mas tudo teve um fim

Você é o sol da minha vida a minha vontade
Você não é mentira você é verdade
É tudo o que um dia eu sonhei pra mim.

quinta-feira, 8 de junho de 2006

Afinidade


Não é o mais brilhante,
mas é o mais sútil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
Não importa o tempo, a ausência,
os adiantamentos, a distância, as
impossibilidades.
Quando há AFINIDADE,
qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa,
o afecto, no exacto ponto
de onde foi interrompido.
AFINIDADE é não haver
tempo mediante a vida.
É a vitória do adivinhado sobre o real,
do subjectivo sobre o objectivo,
do permanente sobre o passageiro,
do básico sobre o superficial.
Ter AFINIDADE é muito raro,
mas quando ela existe,
não precisa de códigos
verbais para se manifestar.
Ela existia antes do conhecimento,
irradia durante e permanece depois que as
pessoas deixam de estar juntas.
AFINIDADE é ficar longe,
pensando parecido a
respeito dos mesmos fatos que
impressionam, comovem, sensibilizam.
AFINIDADE é receber o que vem
de dentro com uma aceitação
anterior ao entendimento.
AFINIDADE é sentir com...
Nem sentir contra, sem sentir para...
Sentir com e não ter necessidade de
explicação do que está sentindo.
É olhar e perceber.
AFINIDADE é um sentimento singular,
discreto e independente.
Pode existir a quilómetros de distância,
mas é adivinhado na maneira de falar,
de escrever,
de andar,
de respirar.....
AFINIDADE é retomar a relação
no tempo em que parou.
Porque ele (tempo) e
ela (separação) nunca existiram.
Foi apenas a oportunidade dada (tirada)
pelo tempo para que a maturação
pudesse ocorrer e que cada
pessoa pudesse ser cada vez mais.

Artur da Távola

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Juntos Venceremos

Se somente eu lutar
por um mundo melhor,
um dia eu cansar-me-ie
e, certamente, desanimarei
diante das dificuldades.

Eu sou um ser humano
e tenho também o meu limite,
por mais que Deus em mim habite...

Mas, se eu tiver o teu ombro amigo
e tu caminhares comigo,
com a fé que abre portas
e a tua palavra de encorajamento
nem por um momento
ficarei desanimado.

Eu irei, sim, além do meu limite
e chegarei ao castelo de sonhos
que em algum lugar sei que existe...

Eu preciso muito de ti
e, certamente,
tu precisas também de mim.
Vamos unir nossas forças
para nos tornarmos fortes.

Com o amor sendo um suporte
venceremos muitas barreiras
e até mesmo a morte...
Autor desconhecido

terça-feira, 23 de maio de 2006

Amigo


"A verdadeira Amizade deixa marcas tão profundas que nem o tempo consegue apagar.
Amigo é aquele que transforma um pequeno momento num grande instante.
Amigo é aquele que nos faz sentir melhor e sobre tudo nos faz sentir Amigos..."
Pinho, V.M.

quinta-feira, 18 de maio de 2006

"Ansiar por uma felicidade demasiado grande, é colocar já nela um obstáculo".
.
.
.

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Sou o pai da minha esposa, e o irmão do meu filho!

Só em portugal é q poderia surgir mentes destas... (lol lol)

Texto verídico de um gajo que não queria ir à tropa:
Exmº Sr. Ministro da Defesa,
Venho deste modo explicar-lhe uma situação delicada que tem vindo a ocorrer, de maneira a poder obter um eventual apoio vindo de VossaExª;
Tenho 24 anos, e fui esta semana chamado para ir à tropa. Sou casado com uma viúva de 44 anos, mãe de uma jovem de 25 anos, da qual sou padrasto.

O meu pai, por seu lado, casou-se com essa jovem em questão.
Neste momento, o meu pai passou a ser o meu genro, uma vez que se casou com a minha filha.
Deste modo, a minha filha, ou chamemos-lhe, enteada, passou a ser a minha madrasta, uma vez que é casada com o meu pai
A minha esposa e eu tivemos, no mês passado, um filho.
Esse filho tornou-se o irmão da mulher do meu pai, portanto o cunhado do meu pai. O que faz com que seja o meu tio, uma vez que é o irmão da minha madrasta. O meu filho é, portanto, o meu tio...
A mulher do meu pai teve no Natal um rapaz, que é ao mesmo tempo o meu irmão, uma vez que ele é filho do meu pai, mas o meu neto por ser o filho da minha enteada, filha da minha esposa.
Desta maneira sou o irmão do meu neto !!...
E como o marido da mãe de uma pessoa é o pai da mesma, verifiquei que sou o pai da minha esposa, e o irmão do meu filho.

Resumindo: Sou o meu avô !!!
Deste modo, Sr Ministro, peço-lhe que estude pacientemente o meu Caso, porque a lei não permite que o pai, o filho, e o neto sejam chamados à tropa na mesma altura.
Agradecendo antecipadamente a sua atenção, mando-lhe os meus melhores cumprimentos.

domingo, 23 de abril de 2006

A Chama Ardente...

Quando à dias ao sair à rua, dei por mim a sentir a brisa da noite e aquela maresia do mar (tão especial para quem com ele vive), huummm...
Logo aí imensas recordações surgiram no infinito da minha memória.
Não sei o porqué mas também me invadiu a seguinte frase: "Aquelas festas de verão até ao amanhecer..." uma canção dos Delfins. Chama Ardente, pertencente aos não longinquos fins dos anos 80.
Sim! Aquelas festas de verão até ao amanhecer, todas aquelas festas que vivemos sem deixar acabar o verão, para que logo, logo, surgi-se a primavera do dia seguinte e assim vibrantemente estariamos em mais uma festa de verão. (...)
Fiquem vocês também com a maresia das eventuais recordações das vossas festas de verão, que eu vos tenha (eventualmente) ajudado a puxar para o presente...
Como presente a cada um de vós!
Eu sentia a vinda da nova visão
Eu sentia a mudança
As chamas de uma casa em fogo
em celebração
Eu sentia o calor do teu corpo arder
Eu sentia a tentação
Aquelas festas de verão
até ao amanhecer

Eu sei lá o que sentia
Também seria amor
Sei lá o q fazia
Será que fiz amor
Sei lá o que dizia
Sei lá onde eu ia
Sei lá o que fazia…
Amor
A chama ardente vela por ti
A chama ardente está entre nós

Eu sentia-te a chora como um bebé
Eu sentia em ti o medo
Olhares para o céu
e queimares o nosso segredo

Eu sei lá o que sentia
Também seria amor
Sei lá o que fazia
Será q fiz amor
Sei lá o que dizia
Sei lá onde eu ia
Sei lá o q fazia
amor
A chama ardente vela por ti
A chama ardente está entre nós

quarta-feira, 19 de abril de 2006

Ausência...

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.

Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.

Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Vinicius Moraes

sábado, 15 de abril de 2006

Páscoa


"Não existe e nunca haverá uma história que interesse tanto a humanidade quanto os relatos de um Homem que era membro de uma comunidade judaica e que sua existência terrena não passou de 33 anos dos quais só os três últimos anos se tornaram públicos.
O ensinamento de Jesus sobre o perdão proporcionou a ira dos legalistas, a posição de perdoar pecados e ressuscitar os mortos incitou os religiosos. A sua vida se baseava em dois mandamentos dos quais foram passados para nós: Amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a ti mesmo. Até hoje os céticos e adeptos as seitas oponentes do cristianismo não aceitam a pessoa de Jesus como ela deve ser reconhecida, a sua passagem pela terra se tornou assunto de vários debates e matérias explosivas da mídia escrita e televisiva..."


A todos Vós que me têm acompanhado desejo uma Santa Páscoa!
Que a Ressurreição na Vossa vida não se limite a um dia (ou fim de semana), mas que em cada dia que abram os olhos, depois de descansar, comece ai de novo, a Ressurreição da Vossa da Nossa vida.

sexta-feira, 7 de abril de 2006

Desejo

Desejo primeiro, que tu ames. E que amando, também sejas amado.
E que, se não o for, sejas breve em esquecer. E esquecendo, não guardes mágoa.
Desejo pois, que não sejas assim. Mas se fores, saibas ser sem desesperar.
Desejo também que tenhas amigos, que mesmo maus e inconsequentes, sejam corajosos e fiéis.
E que, pelo menos num deles, tu possas confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim, desejo ainda, que tu tenhas inimigos; nem muitos, nem poucos.
Mas na medida exata para que, algumas vezes, tu te interpeles a respeito de tuas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo, para que tu não te sintas demasiado seguro.
Desejo depois que tu sejas útil, mas não insubstituível.
E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter-te de pé.
Desejo ainda que tu sejas tolerante; não com os que erram pouco, porque isso é fácil.
Mas com os que erram muito e irremediavelmente. E que, fazendo bom uso dessa tolerância, sirvas de exemplo aos outros.
Desejo que tu, sendo jovem, não amadureças depressa demais.
E que sendo maduro, não insistas em rejuvenescer.
E que sendo velho, não te dediques ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor. E é preciso deixar que eles escorram entre nós.
Desejo por sinal, que tu sejas triste; não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubras que o riso diário é bom; o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que tu descubras, com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes. E que estão à tua volta.
Desejo ainda que tu afogues um gato, alimentes um cuco e ouças o "João-de-barro" erguer triunfante o seu canto matinal.
Porque assim, tu sentirás bem por nada.
Desejo também que plantes uma semente, por mais minúscula que seja.
E acompanhes o seu crescimento, para que saibas de quantas muitas vidas, é feita uma árvore.
Desejo outro sim, que tenhas dinheiro, porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano, coloques um pouco dele na tua frente e digas "Isso é meu."
Só para que fique claro, bem claro, quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum dos teus afectos morra, por eles e por ti.
Mas, se morrer, tu possas chorar sem te lamentares e sofrer sem te culpares.
Desejo por fim que tu sendo um homem, tenhas uma boa mulher.
E que sendo uma mulher, tenhas um bom homem.
E que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte.
E quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer, não tenho mais nada a te desejar.
Victor Hugo

quinta-feira, 30 de março de 2006

Alguém me disse que este post fazia lembrar a última página de um livro q esse alguém leu há uns anos... Dizia assim:
"Quando te sentires perdida, confusa, pensa nas árvores, lembra-te da forma como crescem. Lembra-te de que uma árvore com muita ramagem e poucas raízes é derrubada à primeira rajada de vento, e de que a linfa custa a correr numa árvore com muitas raízes e pouca ramagem. As raízes e ramagens devem crescer de igual modo, deves estar nas coisas e sobre as coisas, só assim poderás dar sombra e abrigo, só assim na estação apropriada, poderás cobrir-te de flores e de frutos.

E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraias, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te e vai para onde ele te levar." (de "Vai onde te leva o coração"- Susanna Tamaro)

Este último parágrafo é maravilhoso pela forma como é escrito...O coração realmente não se engana, mas o problema está no facto de por vezes não conseguirmos ouvir com calma aquilo que ele tem para nos dizer sem perdermos a razão.

Fico feliz por, de alguma forma poder criar dialgo c/ as nossas palavras. Afinal é esse um dos meus principais objectivos.
Bem ha-ja, a vocês que por cá passam!

terça-feira, 28 de março de 2006

Desejos Múltiplos.

Uma bela jovem tinha dois pretendentes.
Aconteceu que os dois apresentaram-se no
mesmo dia em casa dos pais da jovem,
para pedirem-lhes a mão da filha.
Os pais chamaram a filha e disseram-lhe:
- Qual dos dois preferes?
A jovem não dizia nada.
Disse-lhe então a mãe:
- Se preferes o que está à esquerda,
Descobre o ombro esquerdo. Se preferes o
Da direita, descobre o ombro direito.
Então a jovem descobriu os dois ombros.
Os pais disseram-lhe:
-Só podes ter um marido. Escolhe apenas um.
A jovem vivaça e astuta respondeu:
- O da direita é rico mas feio.
- O da esquerda é formoso mas pobre.
Quero viver em casa do rico
E dormir em casa do pobre.


A vida requer de nós uma decisão em muitas ocasiões. Mas nós resistimos a tomar essa decisão. Aceitamos e queremos os prós e os contras. Assim costuma-mos estar muito divididos. Os desejos puxam-nos em várias e distintas direcções. É preciso descobrir um só ombro.Á que tomar as decisões com todas as suas consequências.

sexta-feira, 24 de março de 2006

Sem tempo!

Chama-se amor a isto:
beber horas roubadas,
no receio constante
de que alguém as descubra
____(assim se tem cadastro!):
Morder com muita pressa
a polpa dos minutos,
sem lhes sorver o sumo,
sem lhes tirar a casca
____(assim se apanham úlceras!)
Ter este modo brusco
de engolir os segundos,
como se fossem cápsulas
de qualquer barbitúrico
____(assim se morre Às vezes!)
O culpado: este cão
que trazemos bem preso,
todo agarrado ao pulso,
e que chamamos Tempo.
____(sempre a ganir de susto.)
David Mourão-Ferreira

terça-feira, 21 de março de 2006

Ser Pessoa

Não sei como posso ser pessoa sem amar.
Não sei como posso viver sem amar.
Não sei como posso admirar o amanhecer sem amar.
Não sei como posso sorrir sem amar
Não sei como posso aquecer-me ao fogo sem amar.
Não sei como posso refrescar as mãos na água fresca sem amar.
Não sei como posso respirar sem amar.
Não sei como posso beijar sem amar.
Não sei como posso pensar, sentir, falar, dormir, comer, passear, trabalhar, descansar, cantar... sem amar.

Que posso fazer sem amar?
Tudo é seco, inerte, lânguido, inútil, sem sentido, pesado, absurdo, incoerente, amargo, triste, irrelevante, incomodo, desagradável, estéril, frio, inconsciente… sem amar.
Sem amor a vida é morte.
Sem amor a morte é somente morte e sempre morte.
Sem amor a pessoa é uma ave com asas partidas,
Uma fonte sem água
Um dia sem luz
Uma noite sem lua nem estrelas
Um verão sem sol
Um vale sem margaridas
Um deserto sem areia.
Sem amor a pessoa não é pessoa.
Como dizia o poeta: “aquele q caminha uma só légua sem amor, caminha amortalhado para o seu próprio funeral”.

domingo, 19 de março de 2006

Pai

Hoje, tb pelas circunstâncias do dia e pela fase paternal q atravesso, coloco aqui uma canção q Amo, uma canção q desde (quase) criança me acompanha na memória e habita no coração... e... pela circuntância da minha infância ser um pouco o espelho da canção!
Que Deus nos ajude a todos nós a sermos mais e melhores Pais (inclui as mães!)... só assim teremos melhores filhos!

Pai,
Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo pra gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos,
Pai e filho talvez
Pai,
Pode ser que daí você sinta,
Qualquer coisa entre esses 20 ou 30
Longos anos em busca de paz....
Pai,
Pode crer, eu tô bem
Eu vou indo, tô tentando vivendo e pedindo
Com loucura pra você renascer...
Pai,
Eu não faço questão de ser tudo,
Só não quero e não vou ficar mudo
Pra falar de amor pra você
Pai,
Senta aqui que o jantar tá na mesa,
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida, onde a vida só paga pra ver
Pai,
Me perdoa essa insegurança,
É que eu não sou mais aquela criança
Que um dia morrendo de medo,
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu
Pai,
Eu cresci e não houve outro jeito,
Quero só recostar no teu peito
Pra pedir pra você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Pai, você foi meu herói meu bandido,
Hoje é mais muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho,
Você faz parte desse caminho ,
Que hoje eu sigo em paz !!!!!
Pai, Pai
Pai...

terça-feira, 14 de março de 2006

Lua

Não sei o q p/ vós a Lua é...
Não sei o q em vós a Lua faz...
Mas não deixa (a lua) de ser mistério,
de ser paixão,
de ser sonho,
de ser desejo,
de ser viajar,
de ser voar,
de ser...
seja o q for p/ cada um de nós, ela misteriosa é?!


"Hoje olhei a Lua.
Brilhava muito, lá, bem no alto.
Olhei fixamente por uns instantes,
Apesar do frio, e tentei vizualizar...
E consegui.
E dividi esse momento.
Foi maravilhoso, uno.
Foi só um momento, um instante.
Mas valeu por uma eternidade. . .
Obrigada Lua, por estar tão linda hoje!"

segunda-feira, 13 de março de 2006

Saudade

Não queria conhecer-te, saudade!
Vens, sombria, quando os amigos partem...
Segues-me amargamente,
quando me ausento...
Torturas-me, implacável,
quando morre alguém que amo...


Não queria conhecer-te, saudade!
És irmã da ausência dolorosa,
companheira da angústia e da morte.
Nasces e cresces mansamente
na terra húmida das lágrimas

e dos corações que sangram...

Mas só quem ama tem saudades...
Por isso vens docemente,
como onda magnética, invisível,
- elo diáfano de presença ilusória,
para enlaçar Amizades ou Amores,
que a distância cruelmente separou.

Misteriosa irmã da Dor!
Inquietas, punges, laceras,
fazes sofrer e morrer,
porque és também
filha estremecida do AMOR...


Mário Salgueirinho

sexta-feira, 10 de março de 2006

Sê...

Meus caros, hoje aqui coloco uma palavras p/ todos vós, especialmente vós.... q ainda "acreditam" em mim, e como eu....
Perdoem-me a parcialidade mas estas palavras vão (ainda mais em especial) p/ a Andreia Ramos, já q neste momento poderá ser ela q mais precisa de nós.

SÊ...

Se não poderes ser um pinheiro no topo da colina,
Sê um arbusto no vale – mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não poderes ser uma árvore.
Se não poderes ser um ramo, sê um pouco se relva
E dá alegria a algum caminho.

Se não poderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda.
Se não poderes ser sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no quer que sejas!

terça-feira, 7 de março de 2006

Saudades dos Amigos

Esta a minha maneira de agradecer à Iza, pela msg q enviou aos amigos e q teimosamente não nos deixa fugir... Obrigado Iza pela tua percistência!

Um dia a maioria de nós irá separar-se.

Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das

descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e

momentos que partilhamos.

Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos

finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não

tenho mais tanta certeza disso.

Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum

desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos

encontrar, quem sabe...nas cartas que trocaremos.

Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...

Aí, os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar

cada vez mais raro. Vamo-nos perder no tempo....

Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:

"Quem são aquelas pessoas?"

Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto!

-"Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!"

A saudade vai apertar bem dentro do peito.

Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente......

Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus

de um amigo.

E, entre lágrima abraçar-nos-emos.

Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em

diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida,

isolada do passado.

E perder-nos-emos no tempo.....

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a

vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes

tempestades....

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todosos meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"

Fernando Pessoa

sexta-feira, 3 de março de 2006

Já Fiz!

Quando à dias li este texto, senti-te estrondosamente identificado com ele, q achei por bem partilhar c/ vocês...

Já fiz cócegas à minha irmã só para que deixasse de chorar, já me queimei a brincar com uma vela, já fiz um balão com a pastilha que se me colou na cara toda, já falei com o espelho, já fingi ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violinista, mago, caçador e trapezista; já me escondi atrás da cortina e deixei esquecidos os pés de fora; já estive debaixo do chuveiro até fazer chichi.
Já roubei um beijo, confundi os sentimentos, tomei um caminho errado e ainda sigo caminhando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela onde se cozinhou o creme, já me cortei ao barbear-me à pressa e chorei ao ouvir determinada música no autocarro.
Já tentei esquecer algumas pessoas e descobri que são as mais difíceis de esquecer.
Já subi às escondidas até ao terraço para agarrar estrelas, já subi a uma árvore para roubar fruta, já caí por uma escada abaixo.
Já fiz juramentos eternos, escrevi no muro da escola e chorei sozinho na casa de banho por algo que me aconteceu; já fugi de casa para sempre e voltei no instante seguinte.
Já corri para não deixar alguém a chorar, já fiquei só no meio de mil pessoas sentindo a falta de uma única.
Já vi o pôr-do-sol mudar do rosado ao alaranjado, já mergulhei na piscina e não quis voltar a sair, já bebi whisky até sentir os lábios dormentes, já olhei para a cidade de cima e nem mesmo assim encontrei o meu lugar.
Já tive medo do escuro, já tremi de nervos, já quase morri de amor e renasci novamente para ver o sorriso de alguém especial, já acordei a meio da noite e senti medo de me levantar.
Já corri descalço pela rua, gritei de felicidade, roubei rosas num jardim enorme, já me apaixonei e pensei que era para sempre, mas era um "para sempre" pela metade.
Já me deitei na relva até de madrugada e vi o sol substituir a lua; já chorei por ver amigos partir e depois descobri que chegaram outros novos e que a vida é um ir e vir permanente.
Foram tantas as coisas que fiz, tantos os momentos fotografados pela lente da emoção e guardados nesse baú chamado coração...
Agora um questionário pergunta-me, grita-me do papel: "Qual é a sua experiência?"
Essa pergunta fez eco no meu cérebro. "Experiência.... "Experiência..."
Será que cultivar sorrisos é experiência?